Compositor,Poeta, cantor. Vida. Desenho louco de estrada. Por onde caminho, tropeço. Não tenho tudo que preciso, Mas tenho tudo que mereço.
sábado, 24 de maio de 2008
TRIVIAL OU BANAL
O hábito banaliza e dá margem à indiferença o que está tornando o ser humano um individualista, egoísta, com elevado sentimento de amor próprio, o que não quer dizer que se sinta feliz. Enquanto a vida passa ao alcance de seus olhos e as dificuldades continuam próximas de sua mão, não se dá conta de que este tipo de ação leva a desperdício de conhecimento, à trivialidade dos sentimentos. O amor próprio, a que me refiro, trata do amor por si mesmo, aquele que não admite nenhuma intervenção, que se considera auto-suficiente de uma maneira tal que dispensa até o próprio amor. Hoje o banal transformou as atitudes, recriou padrões, endureceu os olhares que estão cada vez olhando para horizontes distantes enquanto se desviam de situações adversas, ao seu redor. As cenas do cotidiano que nunca foram de chamar a atenção, hoje estão sendo valorizadas ao máximo, mais até que fatos de extrema relevância, pois o cotidiano, o lugar comum passaram a ter importância maior do que, normalmente, se considera. Os acontecimentos, no mundo, as guerras, os terremotos, o aquecimento global fatores que acabaram tirando a voz dos personagens, tornando-os meros espectadores diante de tantas diferenças, contribuem para que este estado de ânimo vá se alterando e tornando os sensíveis alvos de chacota; considerados seres extra-terrestres, totalmente fora da realidade. Mas que realidade é esta? Meu Deus! Onde estamos tentando chegar? Acredito que em breve saberemos aonde vamos chegar com toda esta força que adquirimos e não estamos sabendo usar. É mais ou menos assim como quem sonha com o príncipe encantado ou com a princesa que vai encher de felicidade a vida e abrir caminhos. Estas coisas, consideradas, hoje, meio fora de moda deveriam fazer parte dos melhores momentos de qualquer retrospectiva que se fizesse quando folheássemos nossos álbuns de recordações. Acaba sendo uma conseqüência da crise de relacionamentos que se vive, pois estamos brigando por motivos que não sabemos, procurando por algo que não encontraremos sem responder porque ou para que vivemos.Um dia vamos abrir os olhos e perceber que o tempo passou e não fizemos a nossa parte, o nosso trem passou e ficamos assistindo sem entender que estamos aqui porque fazemos parte de um processo e que sem a nossa contribuição a roda gira um pouco mais devagar.
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