
Comecei meu plano de vôo com muitas esperanças, com várias rotas e caminhos indefinidos. Achei que tivesse resolvido alguma coisa em minha vida e descobri que não se traça caminhos quando não se tem um destino. Por isso meu vôo foi de curto alcance; imaginei que estaria, hoje, longe de tudo e de todos para poder sair de mim e viajar através das palavras, mas descobri que estou longe da meta que nem sequer imaginei, e agora, admito, não sei se vou conseguir chegar. A vantagem de tudo isto, é que, estas descobertas acabam não sendo tão surpreendentes quanto deveriam. Me agradam surpresas, me agradam as coincidências e a falta de obviedade porque, na vida, interessa aquilo que de nada sabemos, o que não temos a mínima informação; imaginem se soubéssemos, com antecedência, os números sorteados na loteria? Perderíamos o impacto de saber que acertamos e seríamos escravos da falta de perspectivas. Somos donos de nosso destino enquanto o imaginamos, pois, em nossa imaginação ele é todo nosso e não pretendo que algo aconteça com minha imaginação até que, eu mesmo revele o que se passa na minha mente.
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